23 de mar. de 2009

Abandono-me à tristeza, sem rumo ou norte, abandono-me à melancolia, sem medo ou lágrimas, abandono-me ao vazio, de olhos fechados, resignado. Amar-te foi o melhor erro que fiz, e por isso, abandono-me ao espaço que deixaste ficar, solto ao vento, na minha vida.

17 de mar. de 2009

Estou cansado de fazer as coisas “educadamente”, um gajo lixa-nos a vida, é mal educado, fica-nos a dever uns cobres valentes, dá-se ao luxo de ser arrogante, e é nossa obrigação, como pessoas de “bem”, resolver o assunto, como se fosse um incidente diplomático. E umas valentes cabeçadas, não? E um enxovalho enriquecido por vocabulário popular? E uns pneus cortados? Pelo menos, um abanão pelos colarinhos, sim, claro, pelos colarinhos, pois estes gajos são sempre uns aprumadinhos, e sem sombras de dúvida, usam camisa de colarinho italiano.

Mas a voz da consciência apela à boa vontade e decência, e acabamos por ser fod..... e ainda dizemos “Muito obrigado e sempre ao seu dispor”.


13 de mar. de 2009

Corro um sério risco de ser tomado por egocêntrico psicótico, com tendências depressivas. Sejamos honestos, sou, ou melhor, não deixo de o ser. Possivelmente também vou ser acusado de ter opiniões demasiado radicais, e opinar a vermelho sangue ou negro noite, omitindo o branco singelo para as palavras de amor e o cinzento para fundo de página. Outra forte possibilidade, será sofrer represálias sobre o meu humor, tipico de um hamster a quem roubaram a rodinha, que tenta, inutilmente mostrar um ar intimidador, sendo uma coisa pequenina e felpudinha... Humilhante, no minimo.

Mas aqui o que se vai escrever são palavras, apenas isso. E por muito que as palavras digam, não denunciam quem as escreve, se assim ele o quiser. Não me tomem por certo e politicamente correcto, ou poeta apaixonado, louco depressivo ou simplesmente insanamente bem disposto, apenas porque hoje está um dia de sol.

Assim sou eu! (isto agora parecia a letra de uma canção do Pedro Abrunhosa).